Os polímeros estão presentes em grande parte dos produtos, equipamentos e sistemas utilizados atualmente. Sua versatilidade permite aplicações em diferentes áreas da engenharia, como construção civil, indústria automotiva, eletrônica, saneamento, medicina, embalagens, máquinas e equipamentos.
Esses materiais podem apresentar características bastante distintas, dependendo de sua composição e do processo utilizado em sua fabricação. Existem polímeros rígidos, flexíveis, transparentes, resistentes a impactos, temperaturas, umidade e diferentes condições de uso.
Na engenharia, a seleção de um material deve considerar aspectos como resistência mecânica, durabilidade, temperatura de trabalho, contato com substâncias químicas, exposição ao ambiente, peso, custo de fabricação e vida útil. Nesse contexto, os polímeros destacam-se pela possibilidade de combinar diferentes propriedades em uma mesma solução.
Uma de suas principais vantagens é a baixa densidade. Em comparação com muitos materiais metálicos, os polímeros possibilitam a fabricação de componentes mais leves, facilitando o transporte, o manuseio e a instalação dos produtos. Essa redução de peso também pode diminuir o consumo de energia e os custos envolvidos nos processos logísticos.
Outro benefício importante é a resistência à corrosão. Enquanto alguns metais podem sofrer oxidação ou degradação quando expostos à umidade e a determinadas condições ambientais, muitos polímeros mantêm suas características por longos períodos. Por esse motivo, são amplamente empregados em tubulações, conexões, reservatórios, válvulas, componentes hidráulicos e equipamentos utilizados no saneamento.
Os processos de fabricação também representam um diferencial. Técnicas como injeção, extrusão, sopro e termoformagem permitem produzir peças com geometrias complexas, bom acabamento e elevado nível de repetibilidade. Em muitos casos, diferentes funções podem ser integradas em um único componente, reduzindo a quantidade de peças, etapas de montagem e operações adicionais.
O desenvolvimento dos polímeros de engenharia ampliou ainda mais as possibilidades de aplicação desses materiais. Por meio de formulações específicas, reforços e aditivos, é possível obter componentes com resistência, estabilidade dimensional e durabilidade adequadas para aplicações que anteriormente eram atendidas quase exclusivamente por materiais metálicos.
Essa evolução pode ser observada no setor de medição de água. Tradicionalmente, muitos medidores são produzidos com carcaças metálicas, especialmente em ligas de latão. Entretanto, o avanço dos materiais e dos processos industriais possibilitou o desenvolvimento de medidores com carcaça polimérica, oferecendo uma alternativa moderna para determinadas aplicações.
Medidor em polímero como alternativa ao medidor de latão
O medidor de água com corpo em polímero é projetado para desempenhar a mesma função principal dos modelos tradicionais: registrar com confiabilidade o volume de água consumido. A diferença está principalmente no material utilizado em sua estrutura externa, que substitui a carcaça metálica por um polímero de engenharia desenvolvido para aplicações hidráulicas.

Unijato em Polímero
Entre seus principais benefícios está a resistência natural à corrosão. Como o polímero não sofre oxidação da mesma forma que os metais, o medidor pode apresentar bom desempenho em ambientes úmidos e em contato contínuo com a água, desde que o material seja corretamente especificado para essa finalidade.
A carcaça polimérica também reduz significativamente o peso do equipamento. Essa característica facilita o transporte, o armazenamento, o manuseio e a instalação, especialmente em operações que envolvem grandes quantidades de medidores.
Outro diferencial está no processo de fabricação. A moldagem por injeção permite obter peças com boa precisão dimensional, repetibilidade e acabamento, além de possibilitar a integração de detalhes construtivos diretamente na carcaça. Isso contribui para a padronização do produto e para a eficiência do processo produtivo.
O uso de polímeros também pode reduzir a dependência de matérias-primas metálicas, cujos preços estão sujeitos a variações do mercado. Além disso, elimina o interesse econômico associado ao furto do equipamento para comercialização do metal, uma situação que pode ocorrer com componentes fabricados em ligas de cobre.
A substituição do latão, contudo, não deve ser considerada apenas como uma simples troca de material. O desenvolvimento de um medidor polimérico exige estudos de engenharia relacionados à resistência mecânica, pressão, temperatura, estanqueidade, estabilidade dimensional, envelhecimento e compatibilidade com a água potável.
Quando corretamente projetado e fabricado, o medidor polimérico oferece uma alternativa segura, leve e resistente à corrosão, mantendo os requisitos necessários para sua aplicação no sistema de abastecimento.
Assim, o medidor polimérico demonstra como a engenharia de materiais pode transformar produtos tradicionais. Mais do que substituir o metal, o objetivo é utilizar as características próprias dos polímeros para desenvolver soluções eficientes, duráveis e adequadas às novas necessidades do setor de saneamento.